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Centro Acadêmico de Psicologia da UFPA debate identidades trans

27 janeiro 2016 Nenhum comentário

Bandeira do movimento trans

O Centro Acadêmico de Psicologia Nise da Silveira, o Capsi da UFPA, promove nesta quinta-feira (28), às 16h, o debate “Transproblematizando: o papel da Psicologia na (des)patologização das pessoas trans”, em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data, que tem como objetivo sensibilizar para o respeito às pessoas trans (transexuais, travestis e transgêneros), é comemorada todo 29 de janeiro desde 2004, quando foi lançada, no Congresso Nacional, a primeira campanha contra a transfobia no país.

De acordo com a coordenadora política do Capsi, Samara Milhomem, o coletivo não poderia deixar de se posicionar frente à passagem da data. “As pessoas trans são constantemente marginalizadas, invisibilizadas e silenciadas na nossa sociedade, e os profissionais da área da saúde não são bem preparados pra lidar com a questão. Por isso, a importância de discutir nossa atuação, enquanto psicólogos, diante de pessoas que precisam do nosso apoio e cuidado”, destaca.

A proposta inicial era fazer uma pequena roda de conversa para os graduandos de Psicologia, mas com a divulgação na internet, muitos alunos de outros cursos se interessaram. “O evento, que vai acontecer no bloco C do campus básico, se tornou muito mais abrangente do que pensávamos. Mas o foco ainda será a atuação do psicólogo, até porque na Psicologia há toda uma discussão sobre a despatologização das identidades trans e a necessidade do acompanhamento psicológico e emissão de parecer pra que a pessoa trans tenha acesso à cirurgia de redesignação sexual. A grade curricular não nos oferece todo esse debate”, explica Ana Maria Esteves, coordenadora de comunicação do Capsi.

Debatedores – Participarão do debate George Pontes, psicólogo que atende pessoas trans, Bárbara Pastana, mulher transexual e membro do Fórum de Pessoas Trans do Pará, e Davi Miranda, homem transexual e coordenador do Coletivo de Homens Trans do Pará. “Percebemos que seria muito importante, além de apresentarmos o ponto de vista acadêmico e profissional, dar espaço pras vivências das próprias pessoas trans”, pontua Samara Milhomem. Ana Maria Esteves complementa: “Assim, será possível fazer um contraponto entre essas vivências e nosso papel frente a isso. Estão todos convidados a aprenderem conosco”.

Serviço:

Debate “Transproblematizando: o papel da Psicologia na (des)patologização das pessoas trans”

Dia: 28 de janeiro de 2016

Hora: 16h

Local: Bloco C do campus básico

Evento gratuito, com certificado de 4h.

Fonte: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA