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No Dia Internacional de Combate à Homofobia, Secretaria de Direitos Humanos se cala

18 maio 2012 Nenhum comentário

Por Marcelo Gerald e Leandro Oliveira

Vários políticos e entidades manifestaram apoio ao Dia Internacional de Combate à Homofobia [comemorado nessa quinta-feira, 17] no Twitter. Várias tags permaneceram no topo [na lista dos assuntos mais comentados no microblog]: #BrasilSemHomofobia, #HomofobiaÉCrime e Homofobia. Outro destaque positivo é que nenhuma tag homofóbica conseguiu aparecer nos trends brasileiros.

O governo fez cara de paisagem pra data e a grande surpresa negativa veio através da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), que defendeu o silêncio.

Declararam apoio: Deputado Amauri (PT-BA), Banco Do Brasil, Deputada Estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), Senador Delcídio Amaral (PT-MS), Deputada Erika Kokay (PT-DF), Deputada Fátima Bezerra (PT-RN), Fátima Cleide (PT-RO, Ex-Senadora e ex-Relatora do PLC122), Vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP),  Governo do Estado de São Paulo, Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), Senadora Lidice da Mata (PSB-BA), Deputada Manuela D’Avila (PcdoB-RS),  Marta Suplicy (PT-SP), ONU Brasil, Pillay (Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU), Deputado Paulo Teixeira (PT-SP), Partidos: PSB, PSOL, PSTU, Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do RJ, Unesco.

O ativista Marcos de Oliveira cobrou declarações de Dilma e da SDH via Twitter:

A resposta da SDH foi simples e DIRETA, nada de defender, seja verbalmente ou por nota:

A Secretaria de Direitos Humanos deveria saber que as palavras dão nomes às coisas, às nossas ações, às nossas omissões. Aquilo que não tem nome não existe. Ao se calar colaboram com o aumento do preconceito, da discriminação e da violência em todo o país. Se é verdade que tem desenvolvido ações, está faltando divulgação das mesmas.

Nadine Borges, ligada à SDH, reconheceu que os professores da rede pública não estão preparados pra lidar com o bullying homofóbico, portanto há muito trabalho a fazer e não é verdade que a pasta, a presidenta, ou seus Ministérios  preferem não fazer uso da palavra pra defender causas sociais. Leia o discurso da Presidenta no Dia das Mulheres e assista o vídeo de sua Ministra no Dia da Consciência Negra. Sem contar que mulheres e negros têm as suas próprias Secretarias e mesmo assim a SDH manifestou apoio, seja no Twitter, em eventos, ou no seu site.

O Dia Nacional de Combate à Homofobia [que coincide com a data comemorada internacionalmente] foi criação do ex-Presidente Lula e o Governo Dilma ignora completamente a data.

Mas não se preocupem, nem tudo está perdido. O Ministério do Desenvolvimento Agrário mandou energia positiva pra todos nós. LGBT não é questão agropecuária, mas creio que todos agradecem: pelo menos uma pasta importante do Governo nos apoia. Ou se esqueceram de vetar declarações vindas de lá, porque parecia pouco provável que acontecessem.

Fonte: Eleições HoJE

* Os artigos aqui publicados não representam necessariamente a opinião do Pará Diversidade.